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"O infinito num junco"

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“O Infinito num Junco” , de Irene Vallejo (Bertrand, 2020) 456 pág.   Um ensaio sobre literatura, com mais de 400 páginas, de uma autora desconhecida, tornou-se no maior fenómeno de vendas em Espanha no ano passado. Nem o editor esperaria vir a negociar direitos de tradução com mais de 20 países, nem a autora alguma vez imaginou que o sucesso pudesse bater-lhe à porta com um livro deste género.  A filóloga Irene Vallejo, que até agora se havia dedicado sobretudo à literatura infantil, ainda não sabe explicar o que aconteceu. “Estava convencida de que este livro era o menos comercial que tinha escrito”, disse, em entrevista ao Público . “Em nenhum momento pensei que uma obra sobre livros e sobre o mundo antigo, Grécia e Roma, pudesse interessar a tanta gente. Parece misterioso. Eu acreditava que as minhas paixões eram mais solitárias.” Talvez o segredo esteja na fluidez da escrita, sem os espartilhos da academia, e na forma escolhida para contar a História destes objetos de de...